Pelo meio caminhava, rastejava por ser meio. Não sei ao certo, direto sem ser reto, indireto, discreto, bem no meio. Praguejava e se arrastava, titubeava e caia. Não tinha pernas ou lhe faltava o rosto, dorso. Transformava-se no passo ou na voz, nunca os dois constantes eram, pois ele era só meio. O que ouvia lhe ficava, mas, do ventre não passava, então não acionava, não fixava, não agia. Quando agia não raciocinava, quando era pés era só pés, cabeça não lhe cabia. Ou pensava ou se movia nunca os dois, ora, pois! Pois era meio. Assim vagava, quando olhava, suas pernas não tremiam, pois ali não estavam e quando estavam nada avistava, por ser a visão tardia. Não adiantava, não implorava, porque não sentia. Não sabia dos tremores, dos dissabores, ora, pois! Pois era meio. Sem desespero sentiu o cheiro de outro meio. Não corria de encontro, era faro e não ação. Atração que fez o certo se fez direto. Por sorte o outro meio era ação e não faro, coração. União, sensação, pernas trêmulas, pulsação, junção. Sentia tudo, olhava e agia, emoção escancarada, pelas veredas ele caminhava encantado, encantada, extasiado, ora, pois! Pois agora era inteiro.
19:38 - 13/05/2009
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