Foge de mim. Foge de mim como se fosse sobre-humano encontrar você. Foge de mim, como se vivêssemos cada qual em um mundo distante, diferente. Foge de mim, como se fosse possível fugir, também, do pensamento que queima, poesia demente. Foge de mim, como se fugindo pudesse adormecer a loucura. Foge de mim, porque não imagina que, fugindo, atormenta a insana procura. Foge de mim e sequer desconfia que agiganta o que sinto. Foge de mim e me enlouquece, me entristece e desespera a paixão que não escondo, fogaréu... instinto... e faz com que, procurando você assim, nas sombras da noite que me dilacera, consiga eu mesmo fugir de mim.
Ricardo Cerreia
09:50 - 18/12/2008
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