Estava sozinho e fragilizado da última batalha A cabeça aturdida e o coração cheio de vontade Os quereres e os deveres eram gumes, navalhas Chacras e sentidos expostos à mentira e verdade
Fui amparado por belas ninfas de luz Que fecharam as feridas e saciaram o coração Uma bruxuleava na luxúria que seduz A outra era o afago da razão
Duas belas donas cheirando alecrim Não eram belas por si sós, mas por mim
A bela sedutora deu-me vinho tinto Encheu meu peito de alegria e prazer Convidou-em ao amor eterno nesse rito Jurou o gozo dos tempos sem fenecer
A cândida razão abrandou meu peito Trouxe-me a paz das horas sãs Nem agonia, nem afã nesse feito Não prometou ouro, nem riquezas vãs
Duas etérias verdades na mesma estrada A materialização da minha loucura velada
A guerra ainda distava de terminar Vindouros tempos de paz alvoraram no horizonte Qualquer caminho era possível de semear Todas as veredas levavam-me a barca de Caronte
Minhas belas guardiãs restauraram o guerreiro Semearam duas paixões distintas e conflitantes Reclamaram meu amor e meus arreios Deram-em possibilidades de vidas excludentes
Mas continuo nesse caminho perene de verdades múltiplas Na solidão dos insensatos, pois as deixei sozinhas Embora as veja ainda pelo caminho, minhas belas ninfas Seduzindo-me com suas próprias verdades e mentiras
03:01 - 21/11/2007
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