O sinal está aberto para quem dirige confiante, apesar da coronha que bate no vidro, do apito interno que acovarda, da cara feia do guarda, do emprego periclitante e do futuro incerto. O sinal está verde para quem ouve a canção do sonho a se realizar, para quem é solidário, valoriza o trabalho, mergulha na torrente dos livros, e junta-se ao coro da indignação. O sinal está aberto para o moço que vive pelos valores dos avós, para o idoso que é moço, para o poeta da praça, para quem não atropela quem passa, não disputa racha, não se queima na chama da alucinação da revolta. O sinal está verde Para quem se ama. Antonio Carlos Rocha
14:40 - 18/05/2006
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